quinta-feira, 21 de junho de 2012

Governo recua, e ministro das comunicações reafirma que não pretende proibir que igrejas evangélicas aluguem espaços na TV

A repercussão da proposta do governo de proibir que emissoras de rádio e TV que funcionam por concessão pública aluguem espaços para igrejas evangélicas e religiosos em geral fez o Ministério das Comunicações recuar.
A denúncia havia sido feita pelo jornal Folha de S. Paulo, que teria tido acesso à minuta do decreto da presidente Dilma Rousseff, que ainda está em fase de elaboração.
O ministro das comunicações, Paulo Bernardo, declarou em entrevista ao jornal Valor Econômico, que conversou com um dos representantes da bancada evangélica no Congresso e assegurou que o governo não pretende proibir que religiosos aluguem ou arrendem espaços em emissoras de rádio e TV.
A reação da bancada evangélica à proposta incluiu pronunciamento na tribuna do Senado, por parte do senador Magno Malta, que afirmou “entender” as declarações de Gilberto Carvalho sobre a necessidade de disputar a formação de opinião com os líderes evangélicos.
Para Magno Malta, a fala do ministro-chefe da Casa Civil era uma prévia dos planos do governo em relação ao alcance e formação de opinião entre os evangélicos, que são em sua maioria, de classe C, considerada a nova classe média do Brasil.
Assista ao discurso de Magno Malta no Senado Federal. O trecho que o senador se refere ao projeto de proibir o aluguel de espaços a igrejas evangélicas se inicia a partir de 8 minutos do vídeo:

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