domingo, 4 de dezembro de 2011

Estudo afirma que pessoas religiosas não confiam em ateus

Estudo divulgado por psicólogos da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, revela que pessoas religiosas tendem a não confiar em ateus. Segundo a revista Veja os religiosos desenvolvem contra os ateus um preconceito maior do que o endereçado a gays e fiéis de outras religiões.
O estudo se baseou em uma série de seis pesquisas com 350 americanos adultos e 420 estudantes canadenses. Durante a realização das pesquisas os participantes foram submetidos a perguntas e cenários hipotéticos nos quais a maioria achou que a descrição de uma pessoa não confiável é melhor representada por um ateu do que por cristãos, muçulmanos, gays, feministas ou judeus. O único grupo que apresentou grau de desconfiança comparável a dos ateus foi o de criminosos, como estupradores.

Os psicólogos da UCB proporam essa pesquisa após a publicação, no Journal of Personality and Social Psychology, de uma pesquisa realizada pelo instituto Gallup, que constatou que apenas 45% dos americanos votaria em um candidato que admitisse ser ateu.
Um dos autores do estudo, Will Gervais, doutorando em psicologia na UCB afirma que “onde há maiorias religiosas — isto é, na maior parte do mundo — os ateus estão entre as pessoas menos confiáveis” e diz também que “com mais de meio bilhão de ateus no mundo, esse preconceito tem o potencial de afetar um número substancial de pessoas”.
“Essa antipatia é impressionante, já que ateus não são um grupo social coerente, visível ou poderoso”, afirma Gervais.
“A exteriorização da crença em Deus pode ser vista com um sinal de confiança, particularmente por outros religiosos que acham que as pessoas se comportam melhor se elas sentem que Deus está assistindo” afirma outra autora do estudo, a professora Ara Norenzayan. Ela disse também que “Enquanto os ateus podem ver sua descrença como um problema pessoal ou uma questão metafísica, crentes podem considerar a falta de crença pública dos ateus como uma ameaça à cooperação e à honestidade”.

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